Blog · Revisão com o cliente

Como evitar que o cliente baixe o vídeo antes de pagar

Cliente que já tem o arquivo tem menos pressa de pagar a última parcela. Marca d'água, cópia em baixa, link sem download, as cláusulas de contrato que resolvem a maior parte e o que nada disso impede.

Samuel Silva24 de setembro de 2026 · 6 min de leitura
Histórico de um contato do cliente com visualizações, comentários, downloads e aprovações

O corte vai na terça para uma última olhada. Na quinta já está no Instagram do cliente, com trilha provisória e tudo, e o boleto do saldo, aquele que vencia “na entrega”, ficou para depois.

Ninguém roubou nada, a rigor. O cliente tinha um arquivo com cara de final, e depois de publicado não havia motivo para correr e pagar por outro.

Quase toda produtora passa por isso uma vez. A solução é parte técnica e parte papelada, e a papelada resolve mais do que parece.

Em resumo

  • Nenhuma ferramenta impede a gravação de tela, então o que você controla é quando o master limpo sai da produtora.
  • Marca d’água e cópia em baixa ajudam nas primeiras rodadas e atrapalham quando o cliente avalia a imagem final.
  • O link de revisão precisa separar assistir de baixar, com data de validade e, se for o caso, senha.
  • O contrato faz a maior parte: sinal, saldo na aprovação, licença com o pagamento integral e publicação conta como aprovação.

O que dá e o que não dá para controlar

Tudo o que toca numa tela pode ser gravado, com o gravador de tela que já vem no notebook ou com um celular apontado para o monitor. Os serviços de streaming gastam muito para dificultar isso e mesmo assim não conseguem impedir de todo, e nenhuma marca d’água ou ferramenta de revisão vai conseguir.

O que está ao seu alcance é mais modesto. O master limpo, o arquivo em resolução cheia com a mixagem final e a trilha licenciada, só sai da produtora quando o trabalho está pago ou formalmente aprovado.

Tudo o que o cliente assiste até lá é cópia de revisão, e o contrato diz isso. Se alguém baixar antes da hora, você fica sabendo no mesmo dia, e não quando dá de cara com o vídeo publicado.

Marca d’água protege, mas atrapalha

A marca d’água gravada na imagem é a resposta mais antiga. “RASCUNHO” ou “PARA APROVAÇÃO” atravessando o quadro, às vezes o nome do cliente, muitas vezes o timecode queimado.

Uma cópia com uma marca no meio da imagem não serve para publicar, e o timecode ainda ajuda na revisão, porque o comentário volta como “em 01:12:04” e não como “aquela parte depois do drone”.

O preço é que a marca fica em cima da imagem que o cliente precisa avaliar. Num corte de estrutura e história, ninguém liga. Numa rodada de cor ou de GC ela atrapalha, e cliente incomodado com a marca d’água comenta a marca d’água.

Uma marca pequena no canto incomoda menos, mas também sai fácil num recorte.

Dá para equilibrar com uma marca grande e semitransparente nas primeiras rodadas, uma menor depois que o corte trava e nenhuma na versão que o cliente aprova, que ele assiste num link sem download.

A marca entra na sua exportação. No Premiere, as opções Image Overlay e Timecode Overlay ficam em Effects, nas configurações de exportação, e no DaVinci Resolve o mesmo trabalho é feito na janela Data Burn-In.

Cópia em baixa resolução

O outro truque antigo é mandar em 720p, ou um 1080p com bitrate baixo. Sobe e toca mais rápido, e ninguém quer esse arquivo no telão do evento de lançamento.

Protege menos do que parece. Muito vídeo de rede social é visto no celular, onde 720p fica bom, então a cópia em baixa não segura um cliente decidido a postar.

E ela esconde o que o cliente precisa conferir nas últimas rodadas, como foco mole, banding num degradê ou a letra miúda de uma cartela. Mande em baixa nos primeiros cortes e em qualidade cheia quando o cliente for aprovar a imagem.

O link de revisão precisa tratar assistir e baixar como permissões separadas. Link de transferência, pasta do Drive ou link do Dropbox são download por definição. Um clique e o arquivo está no notebook do cliente, e você perde o controle sobre para onde ele vai depois.

No link de revisão, o cliente assiste no navegador e comenta no frame (o básico está em como enviar vídeo para o cliente revisar e aprovar), e o download fica desligado até você decidir o contrário.

Duas configurações apertam mais. Uma data de validade casada com o prazo de retorno evita que o link fique para sempre na caixa de entrada de alguém, e uma senha ajuda quando o link tem tudo para ser encaminhado pela empresa do cliente.

Quando a rodada fecha, ou quando o seu contato sai da empresa, derrube o link antigo e mande um novo.

A regra do pagamento vai no contrato

O contrato faz mais do que qualquer configuração, porque define o que o cliente deve antes de alguém abrir um arquivo. Quatro cláusulas resolvem a maior parte:

  1. Sinal na contratação, para a produtora nunca trabalhar inteiramente fiado.
  2. O saldo vence na aprovação da versão final, que é também quando o master sai. Se preferir segurar o master até o dinheiro cair na conta, escreva isso.
  3. A licença de uso do vídeo começa com o pagamento integral. Até lá, o cliente tem cópias de revisão, só para uso interno.
  4. Publicar uma cópia de revisão conta como aprovação, e o saldo vence no mesmo dia.

Defina também o que conta como aprovação: o botão no link de revisão, um e-mail ou o silêncio depois de um certo número de dias. O post sobre cliente que demora para aprovar trata dessa cláusula e de como cobrar o retorno sem virar chato.

E peça para quem cuida dos seus contratos revisar a redação, porque cláusula de licença e de direito autoral tem detalhe que vale acertar com quem entende.

A cláusula quatro é a que muda o comportamento. Cliente que sabe que o boleto chega no dia em que o vídeo vai ao ar costuma esperar o arquivo final.

Como isso funciona no RecReview

O RecReview não coloca marca d’água nos vídeos e não prende o cliente a uma cópia em baixa. O player de revisão se ajusta à conexão e pode tocar o arquivo original, então o cliente avalia a imagem de verdade. Se você quer marca nas versões de revisão, coloque na exportação antes de subir.

O que o RecReview faz é separar assistir de baixar. O link de revisão não tem chave de download. Na página de revisão, o botão de baixar só aparece para a sua equipe, para quem subiu o vídeo e para os contatos do cliente que podem aprovar, e o cliente só vê esse botão depois de aprovar a versão.

No portal do cliente, o vídeo pode ser baixado quando a tarefa é marcada como entregue, ou seja, quando está num status de concluída e, se você usa fases, na fase final. A exceção, nos dois lugares, é “Permitir download antes da aprovação”, que você liga cliente a cliente.

Nos fluxos prontos, a aprovação do cliente já move a tarefa para Entregue, então é na aprovação que o arquivo sai. Mande a cobrança do saldo no mesmo dia e deixe a cláusula de licença cobrir o intervalo até o pagamento.

Por padrão, qualquer contato do cliente que se identificou pode aprovar e baixar. Ligue os papéis de contato e só o gestor do cliente aprova e baixa a entrega final, enquanto o revisor comenta e pede alteração.

Quem se identifica pela primeira vez num link de revisão entra como revisor, e você escolhe o papel de quem chega sozinho pelo link do portal.

Se um cliente baixar uma versão antes de a tarefa ser entregue, o download fica no histórico daquele contato, e donos e administradores recebem um aviso dizendo quem baixou antes da aprovação. O link de revisão pode ter senha e data de validade, e gerar um link novo corta o acesso de quem tinha o antigo.

O cliente assiste à vontade e só baixa depois de aprovar.

No RecReview, o botão de baixar só aparece para quem pode aprovar, e depois da aprovação, a não ser que você libere antes para aquele cliente. Download antecipado fica no histórico do contato e a equipe recebe um aviso.

  • 15 dias grátis
  • Sem cartão de crédito
  • Usuários ilimitados
Papéis de contato ligados: só o gestor aprova e baixa a entrega final, o revisor comenta e pede alterações

Perguntas frequentes

Dá para impedir que o cliente grave a tela durante a revisão?

Não. Tudo o que toca numa tela pode ser gravado, e nenhuma ferramenta de revisão impede um celular apontado para o monitor. O que dá para controlar é quando você entrega o master limpo como arquivo, e um contrato dizendo que nada visto na revisão pode ser publicado antes de o trabalho estar aprovado e pago.

Vale colocar marca d'água no vídeo para aprovação?

Nas primeiras rodadas, sim: uma marca de rascunho semitransparente e o timecode queimado, que ainda faz o comentário voltar com o tempo exato. Na rodada final o cliente avalia cor e GC, e uma cópia limpa num link sem download e com data de validade atrapalha menos.

Quando o cliente deve receber o arquivo final?

No momento a que o contrato amarra a última parcela, a aprovação da versão final ou a compensação do saldo. Deixe isso na proposta: sinal na contratação, saldo na aprovação, quando o master sai e licença de uso a partir do pagamento integral.

O RecReview coloca marca d'água nos vídeos de revisão?

Não. O RecReview não coloca marca d'água, e o cliente assiste à imagem de verdade. Ele separa assistir de baixar: o botão de download só aparece para os contatos do cliente que podem aprovar, depois da aprovação, a não ser que você libere o download antes para aquele cliente. Download antecipado fica registrado e a equipe recebe um aviso. Se quiser marca d'água, coloque na sua exportação antes de subir o vídeo.

Sua próxima produção, inteira num lugar só.

  • Sem cartão de crédito
  • 15 dias de teste
  • Usuários ilimitados