O cliente aprova a v07 na sexta. Na segunda, a analista de redes sociais dele manda: “consegue me passar o final pelo WhatsApp?”.
Você passa, porque é mais rápido do que explicar, e na hora do almoço o vídeo já está no LinkedIn da empresa, mais mole do que qualquer coisa que saiu da sua ilha, com o degradê atrás do logo quebrado em faixas. O WhatsApp comprime o vídeo mandado desse jeito para economizar dados.
Fazer um vídeo pesado chegar ao cliente são dois trabalhos que a gente costuma resolver com um link só. Na revisão, o cliente precisa assistir. Na entrega, precisa do arquivo exato que você exportou, byte por byte.
Em resumo
- A revisão pede um link que toque no navegador, e a entrega pede o arquivo exato que você exportou.
- O e-mail trava em 25 MB no Gmail pessoal e no Outlook.com, então o final vai por link de qualquer jeito.
- Teste o link do Drive deslogado antes de mandar e avise o cliente que a prévia não tem a qualidade da entrega.
- Link gratuito de transferência expira e o WhatsApp comprime vídeo mandado como mídia: escreva a data e responda com o link.
- Compare o tamanho em bytes, ponha a versão no nome do arquivo e diga até quando o link vale.
Revisão e entrega pedem links diferentes
Para revisar, o cliente precisa de algo que toque na hora, no navegador, no notebook ou no celular, com a internet que ele tiver.
Um player de streaming manda uma cópia mais leve que se ajusta à conexão, então um corte de dez minutos começa em segundos e ninguém baixa gigas para dar três comentários. O post sobre como enviar vídeo para o cliente revisar fala do que esse link precisa ter.
Na entrega é o contrário. O cliente precisa do master, do H.264 para o site e do vertical para o Reels, e precisa deles intactos.
São arquivos grandes. Pelo white paper da Apple, o ProRes 422 HQ em 1920 x 1080 a 29,97 fps roda a uns 220 megabits por segundo, então um master de 1:45 dá perto de 2,9 GB.
O que entra no pacote e o que escrever no e-mail estão no post sobre a entrega final. Aqui a questão é como os arquivos chegam lá.
O e-mail trava em 25 MB
Anexo só serve para corte curto de rede social. A ajuda do Google diz que o limite das contas pessoais do Gmail é 25 MB e que, acima disso, o Gmail troca o anexo por um link do Google Drive.
A Microsoft diz que um e-mail do Outlook.com pode ter 25 MB no total, texto incluído, e orienta usar link do OneDrive para o que passar disso, com até 2 GB por arquivo. Conta da empresa segue o limite que a TI definiu.
Então o e-mail acaba levando um link de qualquer jeito, e é nesse link que a maioria dos problemas de entrega começa.
Drive, Dropbox e OneDrive: pedido de acesso e prévia
A maioria das produtoras já guarda os exports no Drive, no Dropbox ou no OneDrive, então compartilhar de lá é o caminho óbvio. Duas coisas pegam muita gente.
A primeira é o acesso. Arquivo compartilhado de uma conta da empresa muitas vezes fica restrito a quem você adicionou, e o cliente que abre o link com outro e-mail cai numa tela pedindo para solicitar acesso.
O pedido chega na sua caixa às nove da noite, e o cliente queria postar às nove da manhã.
Antes de mandar, mude o link para qualquer pessoa com o link, ou adicione o e-mail exato que o cliente usa, e teste numa janela anônima, deslogado. Tem empresa que bloqueia esses serviços na rede interna, então, com cliente novo, pergunte qual deles passa.
A segunda é a prévia. Quando o cliente clica no arquivo, o serviço toca o vídeo no navegador, e o que aparece ali não é o seu arquivo. A maioria dos navegadores não toca ProRes sozinha, então o serviço mostra uma cópia que ele mesmo gerou.
A ajuda do Google Drive diz que a reprodução vai no máximo até 1920 x 1080, qualquer que seja a resolução enviada. O cliente que avalia o seu master 4K por essa prévia está vendo uma cópia em Full HD.
Escreva na mensagem que o arquivo precisa ser baixado e que a prévia não tem a qualidade da entrega.
Link de transferência e WhatsApp
Serviço de transferência foi feito para isso. Você sobe uma vez, manda o link e o outro lado baixa. O problema é a validade.
O próprio site do WeTransfer diz que as transferências do plano gratuito ficam disponíveis por até 3 dias a partir do envio, então o cliente que abre o e-mail depois de um feriadão não encontra mais nada.
Escreva a data na mensagem, guarde a sua cópia e, se o cliente vai precisar dos arquivos de novo (quase sempre vai), mande um link que dure.
O WhatsApp é o pior jeito de mandar um final, e o que o cliente mais pede. Vídeo enviado como mídia comum é comprimido para economizar dados, e o cliente recebe um arquivo menor e mais mole, que no celular até parece bom.
Mandar como documento mantém o arquivo intacto, mas aí um master de quase 3 GB vai parar no celular de alguém. Quando o pedido chegar pelo WhatsApp, responda com o link.
Confira se o cliente recebeu o arquivo que você exportou
Seja qual for o caminho, algumas conferências levam um minuto e evitam discussão depois.
Compare o tamanho em bytes. O “2,9 GB” do navegador é arredondado, mas a contagem de bytes no Obter Informações do Finder ou nas Propriedades do Windows é exata. Se o arquivo baixado tem o mesmo número do seu export, é quase certo que é o mesmo arquivo.
Para master que vai para TV ou para o arquivo morto, gere um checksum nas duas pontas e compare os resultados (o Windows mostra em maiúsculas, o que não faz diferença):
# macOS (Terminal)
shasum -a 256 master.mov
# Windows (PowerShell)
Get-FileHash master.mov
Dê ao arquivo um nome que diga qual versão ele é. Um “final.mp4” na pasta de downloads do cliente fica do lado dos três finais que vieram antes.
Código, título e número de versão, como AUR_014_lancamento_v07.mov, continuam dizendo alguma coisa depois de o arquivo ser encaminhado duas vezes. O post sobre nome de arquivo tem o padrão completo.
Diga até quando o link vale e quem pode abrir. “Disponível até 20 de novembro” é melhor que “por um tempo”, e campanha que ainda não saiu merece senha ou link que só abre para quem você autorizou.
Peça também para o cliente guardar os arquivos num lugar dele. Daqui a seis meses o seu link de transferência já era, e alguém do time dele vai estar procurando o vertical.
Como isso funciona no RecReview
No RecReview, assistir e baixar são coisas separadas. O cliente revisa no player do navegador, que escolhe a qualidade pela conexão dele e pode trocar para o arquivo original.
Quando a versão é aprovada, o cliente ganha um botão Baixar na página de revisão.
Ele abre um painel com Baixar vídeo final, que devolve o arquivo exato que você subiu, e, quando a cópia de streaming fica pronta, Baixar em outra resolução, um MP4 mais leve para apresentação ou para mandar rápido.
O arquivo sai com o código e o título da tarefa no nome, e não com o nome do export no seu HD.
O botão aparece para os contatos do cliente que podem aprovar: por padrão, qualquer contato identificado, e só o gestor do cliente se você ligar os papéis de contato. A equipe baixa qualquer versão pela lista de versões da tarefa.
No portal do cliente, o vídeo pode ser baixado quando a tarefa é entregue. Antes de clicar, o cliente vê na janela de download um nome de arquivo sugerido, que ele pode editar, e o tamanho, a duração, a resolução e a taxa de quadros.
O tamanho é medido no arquivo guardado, então dá para conferir com o seu export.
Se um cliente precisa do arquivo antes de aprovar, ative Permitir download antes da aprovação para ele. Download antecipado fica registrado e a sua equipe recebe um aviso (o post sobre download antes do pagamento explica quando vale deixar desligado).
O link de revisão pode ter senha e data de expiração. A expiração também encerra o download, inclusive o do botão no e-mail que o cliente recebe ao aprovar, então a data da sua mensagem e a do link podem ser a mesma.
Cada arquivo enviado pode ter até 2 GB no Creator, 5 GB no Pro e 10 GB no Studio. Um master em ProRes acima do limite do seu plano pode ir por serviço de transferência, enquanto a cópia em H.264 sobe para revisão e aprovação.





